“Pai, ajuda-me a conduzir a minha vida!”

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A minha vida mudou às 19h06, no dia 16 de outubro de 2008. Exatamente no segundo em que nasceu a minha Lara. Quando a recebi nos braços, segundos após ter nascido,  senti um turbilhão de emoçōes fortíssimas. Daquelas que arrepiam. Alegria e responsabilidade juntas num só sentimento que jamais tinha vivido. A verdade é que tudo mudou naquele instante. Senti que, a partir daquele momento, nada mais importa na minha vida para além do presente e o futuro da minha filha. E quero acreditar que isto acontece com qualquer pai. Apesar de tudo, este sentimento que descrevi é passível de ser imaginado, mas, quem ainda não é pai, jamais consegue ter a capacidade de o fazer com realismo ou exatidão. É algo realmente forte e que só se consegue sentir verdadeiramente quando se vive esse momento na primeira pessoa. Costumo dizer que só percebi por que eu próprio nasci depois de ser pai. Sei que a frase é forte, mas foi e é o que realmente sinto.

Hoje no Dia do Pai, a Lara acordou-me com uma frase que jamais esquecerei: “Pai, ajuda-me a conduzir a minha vida”. Considero-me um pai milimetricamente atento ao dia a dia da minha pequenota, mas este tipo de frases inesperadas aumenta ainda mais a responsabilidade enquanto pai. E a verdade é simplesmente a de que até um certo ponto da vida dos filhos – ou provavelmente para sempre – somos responsáveis pelo futuro deles. Afinal, eles acabam por reproduzir o que nós, pais, fazemos. Diz-se que eles são o nosso espelho… e é bem verdade.

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