Emmanuel Macron já gastou 26 mil euros em maquilhagem em três meses!

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Parece que os políticos franceses lideram no que aos cuidados de beleza masculina diz respeito. Mas vamos por partes. Depois de Hollande já ter sido alvo de fortes críticas quando os franceses souberam que gastava perto de 10 mil euros por mês para ter um barbeiro pessoal, agora é a vez de Emmanuel Macron que,
segundo o jornal Le Point, já gastou 26 mil euros com serviços de maquilhagem em três meses. Isto dá uma quantia a rondar os 250€/dia! O que é isso se pensarmos que o salário mínimo de um francês ronda os 350€… por semana?

Uma questão à parte
Mesmo que neste caso não se possa dissociar o político do homem, deixemo-nos levar pela parte relacionada com o uso de produtos de beleza no masculino. Mesmo sabendo que a relação do uso de cosméticos com o facto de nos podermos sentir mais bonitos e seguros esteja carregado de subjetividade, a verdade é que os cuidados de beleza no homem sempre existiram. Épocas houve em que eram denominadores e se associavam a questões de poder e de estatuto social.

Na Grécia e em Roma, os homens que se cuidavam eram os ícones de beleza. No Egito, os faraós maquilhavam para esconder as suas imperfeições. Nos séculos XVIII e XIX, os homens usavam pó branco na cara, perucas e alguns pintavam os lábios. Em 1910 o bigode significa honra. Na década de 50 imperava o cabelo à Elvis Presley, depois sugiram as barbas na década seguinte. Em 70, os homens deixam crescer o cabelo e usam roupas extravagantes, a maior parte delas unissexo. Na década de 90, os homens começaram a tatuar-se e a usar brincos, tal como sempre o fizeram as mulheres. Mais recentemente surgiram os metrossexuais, os alfa male e os lumberjack.

“No fundo, o homem se espelha nas coisas, considera belo tudo o que lhe devolve a sua imagem” – Nietzsche

Em suma, há toda uma história que associa o homem aos cuidados pessoais, o que deixa sem contextualização quem, como li hoje na Internet, critica a masculinidade de Macron pelo facto de usar maquilhagem todos os dias. Afinal o que é que gera tanta controvérsia: Macron usar maquilhagem ou (supostamente) usar dinheiros públicos para adquirir esses serviços? Uma coisa é o homem, e aí deixemo-nos pela expressão tão nossa de que “cada um sabe de si”, outra, completamente diferente, é a forma como exerce o seu cargo político. E, já agora, se fosse uma mulher, com a mesma responsabilidade, a pagar por tais serviços cosméticos, a reação pública seria a mesma?

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